©Cecília Fernandez

Mini Bio

Maria (Porto, 1988) é bailarina e criadora. Fez parte de companhias como CeDeCe—Companhia de Dança Contemporânea, Vortice Dance Company e North Dance Company, dançando pela Europa e Estados Unidos. Integrou uma coprodução com o Macedonian Opera Ballet e colaborou com coreógrafos como Thaddeus Davis, Jonathan Hollander, Iolanda Rodrigues, Daniel Cardoso, Fernando Duarte e Jochen Heckmann. Atualmente, é uma artista independente dedicada à sua investigação e criação. Através de uma prática artística de escuta sensível, experiencia o corpo como caminho de revelação. Criou e co-criou diversas obras, incluindo o solo LIBERTAÇÃO–LIBERATION (2025).

Biografia extensa


Maria dança, cria e ensina.‍ ‍

Formou-se na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, sob mentoria de Iolanda Rodrigues, Marina Sacramento, Madame Irina Stupina e Fernando Duarte, tendo completado, enquanto aluna finalista, o programa de intercâmbio com a escola KUNST!HUMANIORA, na Bélgica.

Fez parte de companhias como CeDeCe–Companhia de Dança Contemporânea (bailarina estagiária), Vórtice Dance Company (bailarina principal), North Dance Company–Companhia de Dança do Norte (bailarina principal), CDA–Companhia de Dança de Aveiro (bailarina convidada), e integrou uma coprodução com o Macedonian Opera Ballet (MOB), como bailarina e assistente de ensaio.

Dançou em Portugal e no estrangeiro (Espanha, Itália, Bélgica, USA, etc), destacando as atuações no Festival Ibero-americano MOV'S (Gran Teatro Falla), no Festival Teatro Gayarre, na abertura de temporada do Teatro Comunale di Bolzano e a participação no XVII International Ballet Festival of Miami como parte do único coletivo de dança contemporânea a atuar ao lado de companhias como Royal Ballet e American Ballet Theater.

Ao longo do seu percurso, colaborou com coreógrafos como Jochen Heckmann, Jonathan Hollander, Thaddeus Davis, Iolanda Rodrigues, Fernando Duarte, Daniel Cardoso, e Patrícia Henriques.

Começou a ensinar dança no âmbito de programas pedagógicos desenvolvidos pelas companhias nas quais trabalhou e, mais tarde, de forma independente em várias escolas. Ao longo dos anos, com base no conhecimento de diferentes técnicas e na experiência adquirida ao trabalhar com crianças, adultos e grupos com limitações físicas, desenvolveu uma prática de ensino fundada na sensibilidade, consciência e aceitação que incentiva a autodescoberta através do corpo.

É praticante de tai-chi e yoga há mais de 15 anos, o que contribui para a sua abordagem holística ao corpo e ao movimento, tendo concluído o curso de instrutora de yoga pela AETO – Associação Europeia de Terapias Orientais (atual IPYM – Instituto Português de Yoga e Mindbody).

Em 2018 formou-se em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, com atribuição de prémios de mérito pelo seu desempenho académico.

Entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025 trabalhou como colaboradora da direção da plataforma criativa Estúdios Victor Córdon (OPART).

No caminho, Maria encontrou programas de formação avançada que moldaram profundamente a sua visão pessoal e artística, incluindo o workshop no NDT - Nederlands Dans Theater (Haia, out. de 2010), a exploração de Butoh (Lisboa, nov. de 2024) e, mais recentemente, a participação no Pina Bausch Repertory LAB’24, sob orientação de Rainer Behr e Ditta Miranda Jasjfi (Berlim, dez. de 2024).

Maria criou a peça de grupo “(sinestesia)” e co-criou o dueto “Wonderlust”.

Em 2025, estreou a sua criação a solo “LIBERTAÇÃO-LIBERATION” na Mostra Jovens Coreógrafos 2025, realizada no Fórum Municipal Luísa Todi (Setúbal, Portugal).

Enquanto artista residente no c.e.m—centro em movimento, durante o ano de 2026, desenvolveu os estudos de improvisação das criações “re)main” e “if i may ask”.

Maria tem dedicado especial cuidado à investigação do movimento como revelação de uma linguagem partilhada. Através de uma prática de escuta sensível, os seus processos artísticos envolvem o corpo como meio de expressão primordial entre esferas, capaz de abrir possibilidades num ritual de intimidade e imaginação.

Acredita no poder transformador da Arte e que a excelência começa na integridade.