Uma #3
5 de agosto de '26
c.e.m - centro em movimento
Hoje comecei com a Leonor, falámos de ubiquidade e de ver ao longe.
Agora começo convidando-as, já sozinha.
Sala branca… esta luz, e este ruído lá fora que traz um silêncio que está dentro dos pés.
Na capela, na catedral, na abóbada de vazio que nasce dentro do meio do pé.
Lembro-me das palavras de Ruy de Carvalho, “o palco é uma catedral de verdade”.
Sintamos. Habitemos. Ouçamos.
-
o certo?
quando é importante
ir mais longe ou acolher?
um princípio: não é indiferente - não forçar
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ouvir
VIBRAÇÃO - SENSIBILIZAR - ABRIR
Os tecidos da Uma chegaram.
Trouxe-os comigo para o estúdio
porque fui buscá-los à Rua Áurea, à Dona Cristina.
É esta a cor, a vibração, a intensidade.
E como isso já pode dar tanto.
Que abrigue agora a criação.
Que a criação acolha, em sintonia, calibrando, descalibrando, descobrindo.
+
levando comigo Agostinho da Silva:
“quando alguma coisa é alguma coisa, deixa logo de ser as outras todas, e isso é uma pena.
O que é preciso é ser tudo ao mesmo tempo (…): ser e não ser são a chave do ser”
levando comigo Ondjaki:
“enfim, a capacidade esotérica de invocar questões da alma para soprar um som que não chegasse aos outros
com o cunho de origem mas sim com a marca psicossomática de quem o acolhesse”
(o assobiador)